EVOLUÇÃO DO FUTEBOL FEMININO

Cada vez mais mulheres praticam futebol em Portugal. São mais de 2200 jogadoras federadas. Fomos assim ao encontro de Mónica Jorge, Diretora do Futebol Feminino na Federação Portuguesa de Futebol, para de uma forma realista nos conta-se de que forma a F.P.F vê a evolução da modalidade e como contribui para o progresso da mesma.
“O concelho da Guarda está a ganhar novamente um novo impulso”, menciona Mónica Jorge.
A Diretora refere que, “Na categoria Sub16 faz parte da equipa uma jogadora da Associação de Futebol da Guarda e pudemos ter mais no futuro, até porque a A.F. Guarda se apresentou com uma boa equipa no interassociações Sub16 feminino.”
Numa iniciativa da Associação de Futebol da Guarda, Federação Portuguesa de Futebol e Municípios de Fornos de Algodres, Guarda, Seia e Gouveia, realizou-se no passado mês de maio dois torneios de futebol internacionais de desenvolvimento UEFA, masculino e feminino, Sub16.
O que levou à escolha do interior para realizar um Torneio Internacional?
O motivo que nos levou a realizar este torneio aqui, foi o facto de querermos promover o futebol feminino, principalmente nas camadas jovens no interior do país, pois é onde existe uma maior carência de jogadoras federadas e nós com estes torneios podemos não só ser uma amostra para as escolas, clubes do interior, mas também para os motivar a desenvolver e criar equipas de futebol feminino a nível distrital. O método tem resultado em atitudes que a Federação Portuguesa de Futebol tem tomado, em algumas medidas que a federação tem implementado e por isso foi uma das prioridades vir para o distrito da Guarda com este torneio de desenvolvimento jovem.
De que forma vê a evolução do Futebol Feminino?
Neste momento a modalidade está em crescimento no país, no qual a Federação tem feito, especialmente nos últimos 3 anos, uma aposta bastante grande, tendo promovido a existência de cada vez mais competições nas camadas jovens.
A titulo de exemplo temos agora a taça juvenil feminina sub15, há dois anos iniciamos o campeonato nacional de juniores em sub19, até com a existência de fases regionais, para dar possibilidade às equipas regionais de participar, não tendo que ter desgastes financeiros, tendo sempre como preocupação na organização a proximidade geográfica e isso de facto tem feito com que o número de equipas juniores e juvenis tenha aumentado cada vez mais.
Este ano já registamos até ao momento mais de 4 mil praticantes, sendo que há três anos atrás teríamos 1700, verificando-se um salto brutal, especialmente abaixo das seniores. Onde se verificou um maior crescimento foi nas de sub19 para baixo, significando que cada vez mais estamos no bom caminho e que existe cada vez mais oferta a nível distrital para estas equipas terem a possibilidade de se iniciar, seja no futebol de sete ou seja no futebol de nove feminino.
A Federação Portuguesa de Futebol vai continuar a investir nos torneios de futebol feminino?
Sem duvida, é uma prioridade, sendo que neste momento temos também como prioridade a formação, tendo já equipas de algum nome, de referência, que cada vez estão a investir mais, mas neste momento o nosso patamar é virarmo-nos para a formação entre o aumento de base do futebol feminino e cada vez mais criar competições, bem como oferta de competição para estas idades (sub13, sub14, sub15, sub16).
A Federação Portuguesa de Futebol dá também formação às jogadoras?
O que a Federação faz é “recolher os talentos”, por isso existem agora também os centros de treino de futebol feminino, em que cada associação tem o seu centro de treino, onde os talentos do distrito vão uma vez por semana treinar ao centro de treinos e isso é um fator muito forte de ligação à Federação Portuguesa de Futebol. Este projeto cria uma ligação entre os coordenadores técnico associativos e a associação à equipa técnica nacional, o que faz com que constantemente estejamos em ligação, trabalhando em conjunto no processo de desenvolvimento dos mais jovens.
Qual o papel desempenhado pela Mónica na Federação Portuguesa de Futebol?
Eu como diretora além de elaborar alguns projetos, ou juntar as ideias que ouvimos por parte das associações, ou mesmo da equipa técnica nacional, é promover estratégias que desenvolvam a modalidade em Portugal.
Trabalho muito com a ligação às associações, aos clubes e aos coordenadores técnicos e à equipa técnica nacional, podendo estar a trabalhar em conjunto e encontramos uma linha de pensamento e desenvolvimento conjunta.
Qual o Balança do Torneio Internacional Desenvolvimento UEFA sub16?
O balanço é positivo, neste momento jogamos de igual para igual, neste escalão as meninas aparecem cada vez mais competitivas, mais preparadas para a competição.
Diretamente ainda não perdemos nenhum jogo e isso faz com que as atletas cresçam do ponto de vista competitivo e que comecem a jogar internacionalmente cada vez mais cedo. Tudo isto traz uma mais valia não só para os clubes onde estão, mas também para a Seleções Nacionais futuramente.

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