Arqueologia e Patrimónios do Mundo Rural no destaque de Outubro de Mangualde, O Nosso Património

Em outubro, a campanha «Mangualde, o nosso património!» destaca a “Arqueologia e Patrimónios do Mundo Rural”. Promovida pela autarquia, esta campanha tem como objetivo aproximar a população do património mangualdense do mais belo que existe no concelho. Com esta campanha todos ficam mais próximos do vasto esplendor patrimonial do concelho. Nesse sentido, continua a ser colocada, nos meios digitais do município, a informação sobre o monumento/património apresentado.  O espaço rural, ao longo dos seus diferentes períodos históricos, mostra inúmeros vestígios materiais relacionados com as práticas e actividades agrárias. Na diversidade desses vestígios, pontuam as construções de tipo habitacional e/ou de apoio directo às actividades, como os celeiros, as palheiras, as lajes de seca e malha dos cereais. Os poços de captação de água, os tanques para armazenamento, os canais de irrigação. Os socalcos moldadores do terreno, os muros divisórios de propriedades ou dos arretos. A panóplia é imensa. Outros vestígios já pereceram, devido ao material de que eram fabricados. Adivinham-se, são conhecidos, a documentação ilustra-os. Recuperar, em termos arqueológicos, estes elementos da antropização do espaço, integrá-los nos períodos históricos em que o seu uso foi determinante, permite compreender o mundo rural, as suas vivências, definir o seu conceito. Associado à tecnologia da água, da irrigação dos campos, a picota era contruída em madeira, ou, num esforço de garantir a sua persistência temporal, o poste fixo passou a ser em pedra, mantendo-se a haste/guindaste em madeira. Passou, também a incluir-se um elemento em ferro na geringonça do movimento. Este exemplar “megalítico” testemunha o fim da sua funcionalidade, convertendo-se num bem patrimonial, acusando a arqueologia da nossa paisagem rural. Foram já vários os bens patrimoniais destacados por esta campanha nos últimos anos. A título de exemplo, foram recentemente destacados o Santuário de Santa Luzia, em Freixiosa; a Casa de Darei, na aldeia de Darei, freguesia de Mangualde, a Igreja Matriz de Várzea de Tavares, a Calçada Romana de Mourilhe; a Igreja de São Pedro de Cunha Alta; e a Capela de São Sebastião, em Santiago de Cassurrães, a Alminha de Tabosa, a Capela de São Domingos de Vila Mendo, o Pontão da Amieira, em Quintela de Azurara, o Depósito da Cruz da Mata, a “Senhora da Graça, ou do Alqueve – Fortaleza de Deus?”, o Portal Quinhentista de Pinheiro de Tavares, as Estelas funerárias de Abrunhosa do Mato, o Chafariz da Cunha Baixa, o Pastel de Feijão, o Coreto da Senhora dos Verdes, Religiosidades, “Persistências… ou uma lição a aprender”, o Fontenário do Alpoim ou “Chafariz da Mesquitela” e o Largo de Pedro Álvares Cabral.

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