Respostas sociais a residentes, migrantes e refugiados aumentaram “em muito” na Guarda

O presidente da Cáritas Diocesana da Guarda, Manuel Portugal, disse ontem que as respostas sociais a residentes, migrantes e refugiados aumentaram “em muito” na região, na sequência da pandemia causada pela covid-19.

“O cenário [causado pela pandemia], não sendo de todo catastrófico, traz para nós algumas responsabilidades a que estamos a acudir, e bem. De modo que aumentaram em muito as respostas sociais aqui na Caritas, quer entre os portugueses da nossa zona da área de intervenção, quer junto dos migrantes e refugiados”, disse hoje à agência Lusa Manuel Portugal.

Segundo o responsável, as preocupações atuais da instituição estão relacionadas com pedidos de alimentação, vestuário e ajudas para o pagamento de despesas de água, luz e gás, às quais a Cáritas Diocesana da Guarda está a “dar resposta com uma certa facilidade”.

Manuel Portugal explicou que ocorreram na região “vários problemas de ‘lay-off’” em empresas, a que se seguiu o desemprego, o que atingiu a comunidade de migrantes.

Devido à situação, pessoas que nunca se tinham dirigido à Caritas, fazem-no agora, pedindo “alimentos e outros tipos de apoio”, disse.

Desde o início da pandemia, a instituição deu resposta a 89 pessoas migrantes, nomeadamente com bens alimentares.

“Ninguém fica para trás, a resposta social está a ser dada. E, portanto, as coisas estão a decorrer dentro da normalidade”, garante o responsável.

O dirigente lembra que até ao aparecimento da pandemia os migrantes não necessitavam de ajuda alimentar, mas já tinham o apoio da instituição para regularização da situação junto das entidades oficiais.

“E, portanto, conhecemo-los bem e sendo nossos utentes nessa matéria, conhecemo-los e sabemos agora das dificuldades que eles apresentam, nomeadamente de alimentação, pedidos para [pagamento de] rendas e outras [situações]. Mas, presumo que isto há de melhorar e, com certeza, que as coisas se irão recompor”, remata o presidente da Cáritas Diocesana da Guarda.

Desde o início do ano a Cáritas Diocesana da Guarda apoiou 759 pessoas nas diversas respostas (54 em atendimento social, 645 em alimentação, 50 em vestuário, cinco em medicação e cinco em despesas/rendas).

Nos meses de março, abril e maio, devido à pandemia causada pela covid-19, “houve um aumento considerável de pedidos de ajuda, via telefónica e eletrónica”, tendo sido apoiadas 463 pessoas.

No mês de maio (entre os dias 01 e 19), a Cáritas da Guarda já apoiou um total de 146 pessoas (12 em atendimento social, 132 em alimentação e duas em despesas/rendas), quando durante todo o mês de abril apoiou 159 e no de março 158 pessoas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em Portugal, morreram 1.263 pessoas das 29.660 confirmadas como infetadas, e há 6.452 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Fonte: Lusa

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