Fim de um Ciclo – Luís Brás

Não o fim do apoio. Não o fim do trabalho. Não o fim da presença. Não o fim da ajuda.
Por opção, pessoal, não irei continuar na direção da APAF – Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol.
Não há outra leitura, não há segunda opção, não há outra justificação. Foi apenas e só aquilo que foi. A minha decisão.
Luciano Goncalves com quem tive a honra, o privilégio e a responsabilidade de partilhar o último mandato, voltou a convidar-me para integrar a sua equipa. Mas, pensando em mim, na minha família, sobretudo nela, decidi não continuar.
Foi um orgulho poder contribuir, sob a liderança do Luciano Gonçalves, para melhorar a APAF e a sua imagem, estando certo que agora está mais próxima dos seus associados e dos seus árbitros.
Foi, e é, um orgulho ter sido o primeiro elemento do Distrito da Guarda a integrar a direção da APAF. Isto permitiu-me perceber que o interior do país está agora mais próximo da APAF e APAF retribui da mesma forma.
Obviamente que existe muito mais a fazer, mas estou certo que a nova equipa continuará a trabalhar, incansável e arduamente, para fortalecer a APAF e com isso tornar a classe mais resiliente.
Quanto a mim, estarei, como estive, sempre disponível para ajudar a arbitragem; esteja onde estiver, desempenhe o cargo que desempenhar.
Agradeço a todos os diretores, funcionários da APAF, árbitros, árbitros assistentes, observadores e formadores com quem trabalhei. Foi uma verdadeira honra e um privilégio inestimável. Como não poderia deixar de ser, e nem justo seria, quero deixar um agradecimento especial ao Luciano pela ousadia revelada em me convidar para a sua direção. Pegar num quase desconhecido e, sobretudo, do interior do país. Quando a litoralização aparece quase como inevitabilidade, olhar para o interior na procura de talento não só responde com justiça às pessoas que lá moram, como, também, valoriza as terras, as suas gentes, as instituições e acrescenta novas dinâmicas e perspetivas.
No Distrito da Guarda tivemos um aumento exponencial de associados da APAF durante estes últimos 4 anos, e inclusive, foi, cá, efetuado o maior evento da APAF. Pela primeira vez o Árbitro Jovem foi realizado no interior do país, no Centro de Alto Rendimento do Pocinho – Foz Côa. Visitaram-nos, usufruíram das nossas instalações e das nossas gentes mais de 100 jovens árbitros.
Nestas 100 jovens cabeças verificaram que existe mais país para além do litoral, que, aqui, também, existe competência, valor e talento.
Este crescimento encontra, igualmente, reflexo no extraordinário aumento de participação nas últimas eleições para Delegado à Assembleia Geral da FPF enquanto representantes dos árbitros. Pela primeira vez ocorreu na Guarda, sendo uma das que registou mais presenças nas urnas.
Olhando para trás, foi, e é, um orgulho ter sido o primeiro elemento do Distrito da Guarda a integrar a direção da APAF. Isto permitiu-me perceber que o interior do país está agora mais próximo da APAF.
Estamos a aproximar-nos de uma época eleitoral. Na APAF é já a 27 de março. Seguir-se-á a FPF e a A.F. Guarda.
Termino deixando a frase de Mahatma Gandhi “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente.”

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