Agrupamento de Fornos de Algodres como exemplo de excelência e inovação

São cerca de 20 páginas dedicadas ao Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres e ao Município, intitulados “Uma Escola com vista para a serra e olhar no futuro”.

O agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres (AEFA) foi destacado pelo Concelho Nacional de Educação (CNE) como um exemplo de excelência e inovação pedagógicas.

Os dados são do CNE, e quem proferiu estas palavras foi o deputado da Iniciativa Liberal, no parlamento enquanto se dirigia a António Costa como “socialista ortodoxo”. Em mesa, estava a questão da liberdade de escolha por uma boa educação.

Maria Emília Brederode, presidente do CNE, apresentação o relatório do “Estado da Educação 2018”, publicado esta terça-feira. Este relatório é publicado todos os anos, e faz o retrato da situação da educação do país.

De extrema importância para esta área, o relatório retrata na segunda parte, oito casos inspiradores de escolas e outras instituições educativas que têm contribuído, por serem exemplificativas de estratégias de mudança, para que todos possam aprender.

A escola de Fornos de Algodres faz parte das 8 escolas que estão a mudar o Ensino em Portugal. E em entrevista a Artur Oliveira, diretor do Agrupamento de Escolas de Fornos, fomos tentar perceber o que foi e continua a ser feito para que a escola tenha atingido um padrão de excelência.

Segundo o relatório, “o agrupamento consegue chegar mais além do que tem sido atingido por algumas escolas, com contextos semelhantes, localizadas no interior do país”.

É referido também a qualidade dos espaços físicos do agrupamento e as boas instalações dos estabelecimentos que o congregam.

O diretor da Agrupamento, Artur Oliveira, refere que essa será uma das principais razões da qualidade do ensino, assegurar boas condições para os alunos.

Na entrevista, o Diretor falou também da qualidade dos docentes da instituição, qualidade essa também referida no relatório, na palavra do presidente da associação de pais.

“Muitos professores atuais já foram professores dos pais, havendo uma continuidade de conhecimento e respeito, o mesmo acontecendo com os auxiliares, facilitando a empatia. Em Fornos, o professor tem estatuto e é respeitado.” Defendendo assim a interação e a colaboração entre todos com o objetivo comum de atingir uma qualidade de excelência no ensino.

É destacada também as habilitações dos docentes, e o respeito mútuo entre professores e alunos.

A gestão de recursos e a chegada deles a todas as freguesias do concelho é uma preocupação para o diretor. Quando confrontado com a questão do abandono escolar, referiu que havia falhas nesse setor, e a logística não era a mais adequada para a identificação de verdadeiros casos de abandono escolar, no entanto é de referir que para combater o absentismo e o abandono, foi concebido um conjunto diversificado de percursos curriculares – Percurso Curricular Alternativo (PCA), Curso de Educação e Formação (CEF) e Curso Profissional (CP) -, que têm alcançado níveis de adesão significativos e uma elevada taxa de sucesso.

A preocupação com todos a freguesias do concelho e qualidade do ensino que chega a cada uma delas é uma realidade para o diretor e para toda a sua equipa.

“Uma das consequências de viver no interior é que a muitas aldeias, ainda não existe internet, pelo que investimos cada vez mais em equipamentos e salas preparadas para receber os alunos e os instruir da melhor maneira”, refere o Artur Oliveira.

Em resumo, o relatório considerou como principais fatores do bom desempenho dos alunos:

A dimensão da escola e das turmas bem como a estabilidade do pessoal docente e não docente, que possibilita o conhecimento do contexto de eventuais problemas;

A relação de proximidade e de colaboração entre agentes educativos;

Os planos de acompanhamento pedagógico, a preocupação com a transição entre ciclos, a diferenciação pedagógica, a colaboração professor(a) titular – professora EE; a coadjuvação escolar, também nas áreas de projetos;

O reforço do horário nas disciplinas de exame; os apoios definidos entre ciclos antes do início do ano letivo;

A estratégia de recorrer a parcerias e candidaturas a programas que permitem colmatar lacunas da escola, sem esperar pelo contributo do ME.

A diversidade de ofertas.

A Criação de oportunidades de participação dos alunos através dos projetos do Programa Erasmus+, Parlamento Jovem, Orçamento Participativo e dos projetos Eco-Escolas e de outros ligados ao ambiente.

Relações próximas da comunidade.

A qualidade de instalações e de recursos tecnológicos, equipamentos desportivos, laboratórios e outros espaços do AEFA. E a aposta na educação e na elevação de expectativas.

Artur Oliveira refere ainda que procura todos os dias contrariar a interiorização, e que agradece o reconhecimento dado ao Agrupamento pelo CNE, e também pelo deputado da iniciativa liberal, que utilizou Fornos de Algodres como exemplo.

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